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Comece aqui — trilhas de leitura para implantação

Esta página existe porque o repositório tem muitos caminhos e uma organização que vai implantar precisa de um.

Se o objetivo é estudar, o handbook é a ordem certa e esta página não é necessária. Se o objetivo é implantar, comece aqui e ignore o resto da navegação até terminar a sua trilha.

A regra que economiza mais tempo

Leia o implementation playbook antes de qualquer outra coisa.

É o único documento que dá ordem. Todos os outros dão conteúdo. Ler os domínios antes dele produz a sensação de muita informação e nenhum caminho — que é exatamente o erro que faz programas de governança começarem pela ferramenta.

Quatro trilhas

Cada trilha termina numa decisão, não numa leitura concluída.

Trilha 0 — Sponsor e comitê executivo · ~1 hora

  1. Brief executivo
  2. Fundamentos — apenas as distinções de vocabulário
  3. Operating model — a tabela de decision rights
  4. Caso T3 — o que "governança funcionando" significa num caso concreto

Decisão: patrocinar, nomear o governance owner e aprovar o mandato.

Trilha 1 — Quem monta o programa · ~1 semana

  1. Implementation playbook — o contrato dos gates e a dependência real entre eles
  2. Programa de 24 semanas — como pattern adaptável, não cronograma
  3. Catálogo de artefatos — o que precisa existir, por owner e fase
  4. Capability map e maturity model — medir a base antes de desenhar o alvo
  5. Checklist de autossuficiência — aplicado à sua organização

Decisão: escopo, fases, workstreams, gargalos e alvo de maturidade.

Trilha 2 — Risco, Responsible AI, jurídico e compliance · ~1 semana

  1. Policy modular
  2. Gestão de riscos — a tabela dos dez escaladores e a separação entre criticidade e admissibilidade
  3. Minimum Production Bar
  4. Responsible AI e human oversight
  5. Evidence pack por tier
  6. Control catalog — comece pelos blocking
  7. Cláusulas de contrato com fornecedor — o que compras e jurídico precisam exigir

Decisão: tiers calibrados, escaladores adaptados ao setor, triggers de RAI e o que bloqueia release.

Trilha 3 — Arquitetura e plataforma · ~2 semanas

  1. Arquitetura de referência
  2. Mapeamento de capability para tecnologia — conecta o framework ao estate que já existe
  3. Registry, identidade, dados, tools e MCP, modelos e provedores
  4. Schemas e os casos de referência, lendo os JSON junto
  5. Design patterns

Decisão: source of truth por atributo, pontos de enforcement e o que é comprado versus construído.

Depois de ler: a ordem de execução

baseline → desenho → fundações → um caso real → escala
  1. Baseline — capability map e maturity assessment com evidência, separando o observado da hipótese.
  2. Desenho — tiers calibrados com casos reais, operating model e decision rights.
  3. Fundações — registry, identidade, catálogos de dados e tools, telemetria e Minimum Production Bar.
  4. Um caso real ponta a ponta — de preferência um T2, que é onde a governança começa a custar.
  5. Escala — automação de discovery, policy-as-code, attestation e dashboards.

Os gates G0–G7 autorizam avançar entre essas etapas. A numeração deles não é cronograma — a dependência real está no playbook.

O que esperar e o que não esperar

O framework é vendor-neutral e verificável: 44 controls com evidência declarada, contratos estruturados e validação automatizada. Nenhum control, porém, foi exercitado contra um estate real — os casos de referência são fictícios e provam coerência do método, não eficácia.

Consequência prática para o programa: thresholds, tiers e prazos precisam ser recalibrados com os seus dados, e a primeira implantação é também a primeira validação. Reserve orçamento para isso.

O resto da navegação

As demais superfícies — índice por persona e objetivo, handbook e o toolkit do README — são referência. Servem para localizar um assunto específico depois, não para decidir por onde começar.