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Minimum Production Bar por tier

Objetivo

Transformar policy em gate objetivo. O Minimum Production Bar (MPB) é o conjunto mínimo de condições que precisam ser verdadeiras para um agente entrar e permanecer em produção.

O MPB define o piso, não o teto. Controles adicionais disparados por risco, impacto ou obrigação continuam se aplicando por cima dele.

Como ler a tabela

  • T1 inclui a rota automatizada do fast path: os itens continuam obrigatórios, mas são verificados por policy em vez de revisão manual.
  • T4 é o tier de risco crítico. restricted e prohibited pertencem à dimensão separada de admissibilidade; não são sinônimos de T4.
  • Leia primeiro a baseline de risco e depois o gate de admissibilidade. As duas condições precisam ser satisfeitas.

Baseline por tier

Controle T1 T2 T3 T4 crítico
registro e descoberta obrigatório, automatizável obrigatório completo obrigatório + delegado obrigatório + owner/sponsor e dependências críticas reconciliadas
ownership owner atribuído business + technical business + technical + delegado sponsor executivo + owners accountable + Run Authority
classificação de risco pre-screen registrado tier record formal tier formal + escaladores + reassessment tier e cenários críticos revisados pela authority competente
identidade padrão aprovado identidade própria do agente identidade própria + policy reforçada e step-up identidade isolada, privilégio mínimo e dual control onde aplicável
dados classes aprovadas e conhecidas classificados + fonte certificada ou condicional constraints explícitas + evidência constraints críticas, lineage e containment demonstrados
tools catálogo/allowlist, sem alto impacto registradas + autorização com escopo mediadas + controles de alto impacto mediadas, segregadas e sujeitas a dual control quando irreversíveis
logging e telemetria padrão, campos mínimos chegando ao pipeline completa com correlação completa + baseline de comportamento telemetria forense completa
testes funcionais segurança e evals adversariais + resiliência adversariais, resilience e failure containment completos
impact assessment por trigger por trigger obrigatório e aprofundado obrigatório e aprovado pela authority compatível
rollback e kill switch documentado testável testado + runbook de quarentena containment, fail-safe e recuperação exercitados
evidência pacote leve, recuperável evidence pack do tier evidence pack reforçado evidence pack crítico com challenge e segregation demonstrados
attestation periódica periódica frequente ou orientada a evento frequente, orientada a evento e com executive review

Gate de admissibilidade

Admissibilidade Condição para produção
permitted MPB do tier satisfeito e evidence pack aprovado
conditional MPB satisfeito, condições testáveis, owner, prazo e monitoramento registrados
restricted MPB satisfeito e exception record com authority, rationale, compensating controls e expiry
prohibited produção não é permitida; preservar registro da decisão e evidências

Admissibilidade não reduz o MPB. Uma exceção de uso restricted autoriza avaliar a publicação sob condições; não dispensa controls do tier.

Como operacionalizar

  1. Converta cada item em teste objetivo ou evidência recuperável. "Logging habilitado" precisa significar campos mínimos presentes e chegando ao pipeline — não uma caixa marcada.
  2. Associe cada controle a um source of truth e a um owner nomeado.
  3. Automatize as verificações onde o dado é confiável: owner, tier, identidade, telemetria, attestation.
  4. Mantenha exceções explícitas, com compensating controls e expiry.
  5. Execute o MPB duas vezes: como gate pré-produção e como verificação contínua em runtime. Um agente pode deixar de atender ao MPB depois de uma mudança.
  6. Meça os motivos de falha. Os mais frequentes indicam onde melhorar templates de plataforma e enablement — não onde apertar o processo.

Relação com o Publication Gate

O MPB é a entrada do gate de release (G5), não o gate inteiro. O gate verifica evidência já produzida; ele não reexecuta reviews.

Um agente T2 passa quando: registry, owner e tier estão válidos; a identidade própria foi provisionada; as fontes de dados constam no catálogo certificado; as ferramentas estão registradas com escopo; o rollback foi testado; a telemetria chega ao pipeline; existe budget; e o evidence pack contém as reviews que foram acionadas.

O gate não pede que segurança "reavalie tudo". Ele verifica que a evidência exigida pelo tier existe, é recuperável e foi aceita pela authority correta — conforme o contrato comum dos decision gates.

Artefatos

Evidências

  • resultado do MPB por agente e versão, com data e método de verificação;
  • checks automatizados versus verificações manuais, declarados;
  • exceções abertas com compensating control e expiry;
  • histórico de falhas do MPB e causas.

Métricas

  • agentes em produção que deixaram de atender ao MPB após mudança;
  • itens do MPB verificados automaticamente versus manualmente;
  • motivos de falha mais frequentes por tier;
  • tempo entre falha de MPB em runtime e remediação;
  • exceções de MPB vencidas.

Failure modes

  • MPB como checklist declaratório, sem teste objetivo por trás;
  • verificar o MPB apenas antes do go-live e nunca mais;
  • tratar exceção de MPB como aprovação silenciosa e sem prazo;
  • confundir o piso com o teto e parar de aplicar controles por risco;
  • tratar T4 como sinônimo automático de restricted ou prohibited;
  • automatizar o check antes de o dado de origem ser confiável.

Decision gate

Nenhum agente entra em produção sem o MPB do seu tier satisfeito e evidenciado e admissibilidade diferente de prohibited. Nenhum agente permanece em produção com item de MPB reprovado sem exceção registrada, compensating control e expiry; usos restricted exigem também exception authority e validade próprias.