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Caso de referência — Benefits Eligibility Triage (T3, impacto sobre pessoas)

Caso fictício e sanitizado. Demonstra o percurso do framework; não representa deployment real, não é aceite de risco e seus thresholds não são recomendação.

O caso em uma frase

Um agente que reúne a regra vigente e prepara uma recomendação de elegibilidade de benefício para que um analista decida — nunca decidindo.

agentId benefits-eligibility-triage
criticidade T3
admissibilidade conditional
capacidades observe, create
decisão de release conditional, cinco condições, expiry em seis meses

Por que T3 não foi uma escolha

O pre-screen disparou o escalador decisão sobre emprego, crédito, elegibilidade ou acesso a serviço (pergunta 6). Pela tabela de escaladores, isso impõe criticidade mínima T3 e impact assessment formal obrigatório — independentemente do score, e mesmo que o caso seja tecnicamente simples.

E ele é tecnicamente simples: uma fonte, uma tool, um modelo. Se a classificação dependesse só de complexidade técnica, este agente seria T1. É exatamente por isso que o escalador existe.

As duas dimensões, separadas

Este é o primeiro caso do conjunto em que criticidade e admissibilidade divergem, e a divergência é o ponto:

  • criticidade T3 responde quão severo pode ser o impacto — decisão que afeta acesso de uma pessoa a um benefício;
  • admissibilidade conditional responde se e sob quais condições pode operar — pode, enquanto a decisão permanecer humana, a contestação existir e o desempenho por slice for reavaliado.

Perder qualquer condição não rebaixa o tier: suspende o uso. Um T3 não vira T2 porque as condições foram cumpridas; ele continua T3 e continua exigindo o rigor do tier.

Percurso pelos gates

G4 — Controls e assurance

O impact assessment formal não foi opcional. Além dos controls de registry, identidade, dados, evaluation e operações, entram AGF-RAI-001 (impact assessment), AGF-RAI-002 (accountability humana e contestação) e AGF-TOL-002 (gateway e validação de ação).

O residual risk ficou em moderate com a decisão humana como controle, não apesar dela. Sem a revisão humana, o mesmo caso teria residual alto e provavelmente não passaria.

G5 — Release, com dois aprovadores

O manifesto registra duas authorities, e a ordem importa: Responsible AI decidiu às 11h, a Design Authority às 14h. Em T3, RAI é authority de veto — a decisão de release não existe sem ela.

Cinco condições, cada uma com owner e método de verificação:

Condição Como é verificada
a decisão permanece humana gateway exige token de aprovação humana antes de gravar; ausência bloqueia a escrita
canal de contestação disponível amostragem trimestral com tempo de resposta medido
desempenho por slice reavaliado a cada versão pipeline bloqueia promoção sem relatório por slice da versão candidata
atributo protegido e proxy fora do critério e do log verificação automatizada na entrada e no log, com alerta
perda de qualquer condição suspende o uso alerta aciona quarentena automática e notifica a authority

A quinta condição é a que dá sentido às outras quatro. Condição sem consequência declarada é intenção — e a consequência aqui é automática, não discricionária.

Artefatos: registry · blueprint · manifesto

G6 — Operação

A telemetria correlaciona caso, versão do agente, regra citada e decisão humana. Atributo protegido não é logado — o que significa que a verificação de fairness precisa ser desenhada para funcionar sem ele, e não que a fairness deixou de ser medida.

Contenção tem dois níveis: o gateway nega a escrita da recomendação, e a triagem manual é o fallback declarado. Um agente T3 sem caminho de degradação não é contível — é apenas desligável.

G7 — Valor e lifecycle

Attestation de seis meses, não de um ano como no caso T1. A frequência acompanha o tier, e os gatilhos de mudança material incluem dois que os outros casos não têm: mudança na regra de elegibilidade e disparidade material entre slices. O segundo é um gatilho de comportamento observado, não de configuração — o agente pode continuar idêntico e ainda assim precisar de reavaliação.

Onde os três casos divergem

T1 Meeting Notes T2 Service Desk T3 Eligibility
admissibilidade permitted permitted conditional
authority no G5 policy gate automatizado Design Authority Design Authority + veto de RAI
aprovação de ação não se aplica automatizada humana, por transação
controls declarados no blueprint 4 6 9
condições de release nenhuma 4 5, com suspensão automática
attestation 12 meses 6 meses 6 meses
gatilho de reavaliação mudança de configuração mudança de configuração configuração e comportamento observado

Lido na horizontal, é a proporcionalidade funcionando: o rigor cresce com o impacto, não com a complexidade técnica. O T3 é o mais simples dos três tecnicamente e o mais controlado dos três em governança.

O que a construção deste caso encontrou

O blueprint declarava um control AGF-HUM-001 que não existe no catálogo — inventado por analogia com um nome de domínio. O validador não pegou, porque governance.controlIds nunca era conferido contra o catálogo: só controlEvidence do manifesto era.

Um ID inexistente atravessava o gate parecendo cobertura. O guardrail foi acrescentado junto com o caso, e o control correto é AGF-RAI-002.

Vale registrar como o defeito apareceu: não por revisão do texto, mas por tentar construir o caso. Documentação que ninguém executa não revela esse tipo de coisa.

O que este caso não demonstra

Não demonstra eficácia — é fictício, e a evidência de fairness citada é ilustrativa. Não cobre admissibilidade restricted nem prohibited, nem T4. E nenhum de seus controles foi exercitado contra um estate real, que é o critério 10 do checklist de autossuficiência e permanece aberto.