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Caso de referência — Meeting Notes Summarizer (T1, fast path)

Caso fictício e sanitizado. Demonstra o percurso do framework; não representa deployment real e seus thresholds não são recomendação.

O caso em uma frase

Um agente interno que resume notas de reunião já registradas — somente leitura, nenhuma ação sobre sistema, nenhum dado pessoal.

agentId meeting-notes-summarizer
criticidade T1
admissibilidade permitted
capacidades observe
rota fast path — policy gate automatizado, sem review manual caso a caso

Por que este caso existe

Um estate real tem centenas de casos assim. Se cada um exigir revisão humana, a governança vira gargalo e a organização passa a contorná-la — que é o failure mode que o fast path existe para evitar.

O que este caso demonstra, e nenhum outro demonstra: o fast path não dispensa evidência, ele a gera automaticamente.

O percurso, e por que ele é curto

Nem todo gate produz reunião. Em T1 a maioria é satisfeita por verificação automática, e o percurso curto é o ponto — não uma concessão.

Gate Como foi satisfeito
G0–G1 mandato e baseline vêm do programa; o agente entra por descoberta no control plane
G2 identidade delegated-user, um escopo, fonte e tool herdadas do catálogo corporativo
G3 operating model existente; nenhuma decisão nova a delegar
G4 pre-screen sem nenhum escalador; sem capacidade de escrita, sem dado pessoal, sem alcance externo
G5 policy gate automatizadoExample Automated Policy Gate como authority, sem review manual
G6 observabilidade com correlação; quarentena bloqueia sessões e não há estado a reverter
G7 attestation válida por um ano, sunset previsto

Artefatos: registry · blueprint · manifesto de release

O que o fast path não dispensa

Comparando o manifesto deste caso com o Minimum Production Bar de T1:

Exigência do MPB em T1 Onde está neste caso
registro e descoberta discovery com sinal de control plane e confiança declarada
ownership business, technical e run owner nomeados
classificação de risco risk.tier T1 com rationale de admissibilidade e redFlags vazio explícito
identidade em padrão aprovado delegated-user, escopo único, segredo fora do prompt
dados em classes aprovadas uma fonte, internal, vinculada ao catálogo corporativo
tools em catálogo uma tool observe, catalogEntryId verificado no catálogo
logging padrão correlação declarada, sem retenção do conteúdo da nota
rollback documentado retorno à última versão aprovada do blueprint
attestation periódica válida até 2027-06-20

Nove exigências, nove satisfeitas — sem uma única reunião de aprovação. É isso que "reduz trabalho humano, não evidência" significa na prática.

O que tira um caso da rota rápida

A saída do fast path é automática, não discricionária. Os gatilhos estão declarados no próprio blueprint, em materialChangeTriggers:

  • qualquer tool que altere estado;
  • dado acima de internal;
  • uso por população externa;
  • mudança de modelo ou provedor.

A entrada é que precisa ser conquistada. Na dúvida, o caso não entra — porque o custo de um T2 tratado como T1 é maior que o custo de um T1 tratado como T2.

Contraste com o caso T2

Meeting Notes (T1) Service Desk (T2)
capacidades observe observe, create
identidade delegated-user hybrid, com principal próprio
authority no G5 policy gate automatizado Example Design Authority
decisão approved conditional, com quatro condições e expiry
controls declarados no blueprint 4 6
evidência gerada pela rota evidence pack com evaluation report

A diferença entre os dois não é qualidade de documentação: é capacidade de ação. O T2 pode criar rascunho e por isso ganha uma authority humana e condições verificáveis. O T1 não pode fazer nada além de ler, e por isso a rota automatizada é suficiente.

Se os dois exigissem o mesmo, o framework estaria errado — proporcionalidade é o que separa governança de burocracia.

O que este caso não demonstra

Não demonstra eficácia — é fictício. Não exercita admissibilidade diferente de permitted, nem impacto sobre pessoas, nem oversight humano com autoridade real. Para isso, veja o caso T3.