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Caso de referência — Service Desk Knowledge Agent (T2)

Caso fictício e sanitizado. Demonstra o percurso do framework; não representa deployment real, não é aceite de risco e seus thresholds não são recomendação.

O caso em uma frase

Um agente interno que ajuda analistas de service desk a localizar procedimentos aprovados e preparar rascunhos de resposta — sem alterar sistema nenhum.

agentId service-desk-knowledge-agent
criticidade T2
admissibilidade permitted
capacidades observe, create
decisão de release conditional, com quatro condições e expiry

A ausência de capacidade de escrita em sistema é o que mantém o caso em T2. Ela não é uma característica do agente: é uma condição da aprovação, e o próprio manifesto registra que qualquer tool que altere estado devolve o caso a G4.

Por que este caso

T2 é o tier onde a governança realmente começa a custar. Abaixo dele o fast path automatiza; acima dele quase tudo é obviamente necessário. T2 é onde alguém precisa julgar quanto é suficiente — e é por isso que ele serve como primeiro caso.

Percurso pelos gates

Cada gate abaixo segue o contrato comum: pré-condição, artefatos, authority, critério de saída.

G0 — Mandato

O programa já tem mandato: charter, escopo e authorities aprovados. O caso entra dentro de uma fronteira existente, não a cria.

Evidência: governance charter · RACI

G1 — Baseline

O agente aparece no estate por descoberta, não por autodeclaração. O registry guarda os dois eixos que a ADR-0010 separou: status: confirmed e confidence: high são coisas diferentes — um agente pode ser confirmado com confiança baixa, e tratá-los como uma escala só esconde exatamente os casos que precisam de atenção.

Dois sinais independentes sustentam a descoberta: control plane e inventário de identidade.

Evidência: registry record · descoberta e forecast

G2 — Fundações

Aqui o caso ganha identidade, dados e ferramentas — e as três são vinculadas a catálogo, não declaradas livremente.

Fundação O que ficou decidido
identidade modelo hybrid, principal workload://…, escopos knowledge.search e draft.create, token de curta duração
dados uma fonte certificada, internal, autorização pré-recuperação
tools duas, ambas observe/create, nenhuma alterando estado

O blueprint referencia catalogEntryId em modelo, fonte e tool. O CI verifica que cada binding existe no catálogo, que o tier do caso é permitido pela entrada, que os escopos não excedem o autorizado e que a entrada não expirou antes da última revisão. Blueprint que declara uma tool fora do catálogo não passa — não por revisão humana, por validação.

Evidência: blueprint · arquitetura

G3 — Operating model

Handoffs e decision rights vêm do programa, não do caso. O que o caso consome é a matriz: quem entrega o quê a quem, com qual evidência.

Evidência: handoff matrix

G4 — Controls e assurance

A classificação combina dados internos, ação limitada a rascunho, alcance de uma unidade e alta reversibilidade → T2. Nenhum red flag disparou; se algum tivesse disparado, a tabela de escaladores imporia a criticidade mínima independentemente do score.

O risk assessment lista cinco controls; o blueprint declara seis, acrescentando AGF-RSK-004 para admissibilidade. O residual risk foi aceito para este escopo e esta data de corte — não em geral.

Evidência: risk assessment · evaluation report

G5 — Release

A decisão foi conditional, não approved. Quatro condições, cada uma com owner e método de verificação declarados:

  1. resposta a usuário externo exige revisão humana — verificada por amostragem mensal;
  2. dado pessoal e credencial seguem proibidos — verificado por check automatizado no gateway;
  3. connector novo ou tool que altere estado retorna a G4/G5 — verificado por diff de blueprint no pipeline;
  4. quarentena e rollback exercitados antes de reativação — verificado por registro anexado ao evidence pack.

Expiry em 2026-11-01. Uma condição sem owner, sem método de verificação e sem prazo não é condição: é intenção.

Evidência: release decision · manifesto de evidência

G6 — Operação

O runtime precisa responder a três perguntas antes de a exposição crescer: dá para observar, dá para conter, dá para voltar atrás. O blueprint responde as três — correlação com redação de payload sensível, bloqueio de novas sessões pelo control plane com negação de tools no gateway, e retorno à última versão aprovada.

Evidência: runbook de suporte · SLO

G7 — Valor e lifecycle

Attestation válida até 2026-11-01, sunset previsto para 2027-08-01. O histórico de transição registra a passagem de approved/not-deployed para production/enabled, com authority, motivo e evidência — o estágio de lifecycle e o estado operacional são campos distintos, porque um agente aprovado e não implantado é diferente de um agente em produção desabilitado.

Evidência: registry record · lifecycle

Cobertura dos domínios

Domínio Onde aparece no caso
risco classificação T2, red flags, residual risk aceito com escopo e data de corte
identidade modelo híbrido, escopos mínimos, token curto, segredo fora do prompt
dados fonte única certificada, autorização pré-recuperação, classe internal
tools duas tools em catálogo, nenhuma alterando estado, mediação no gateway
lifecycle estágio e estado operacional separados, histórico de transição, attestation com expiry, sunset
observabilidade correlação, redação de payload, quarentena, rollback, kill switch
assurance evaluation report, evidence pack, manifesto verificável por máquina

O que a travessia encontrou

Escrever este percurso encontrou três divergências que a leitura por domínio não tinha encontrado. Registrá-las é mais útil do que apagá-las.

Divergência Como estava Resolução
decisão de release o registro dizia condition com quatro condições; o manifesto dizia approved sem condição nenhuma manifesto passa a conditional, carregando as quatro condições com owner e verificação
contrato de release o schema exigia exceptionRefs num release conditional condição não é exceção — pelo glossário, exceção autoriza desvio de requisito e condição limita o escopo aprovado. O schema passa a exigir conditions e expiresAt
nome da authority o histórico de transição dizia "Example Release Authority"; decisão e manifesto diziam "Example Design Authority" normalizado; Release Authority é o papel, Example Design Authority é o corpo que decide

A segunda é a mais relevante para quem for adotar o framework: exigir waiver para toda aprovação condicional empurra a organização a registrar exceção falsa, e exceção falsa contamina exatamente a métrica que deveria detectar acúmulo de risco.

O que este caso não demonstra

Não demonstra eficácia — é fictício. Não cobre T1 nem T3, então não mostra proporcionalidade entre tiers. Não exercita admissibilidade diferente de permitted. E nenhum de seus controles foi executado contra um estate real, que é o critério 10 do checklist de autossuficiência e segue aberto.