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Exemplo — Handoff matrix

Fictício e sanitizado. Pré-condições, evidências e SLAs são ilustrativos.

Demonstra os handoffs obrigatórios. A regra: um handoff sem owner receptor e sem evidência não está concluído — está apenas anunciado.

Transição De Para Pré-condições Evidência transferida SLA
intake → classificação solicitante Governance Office caso descrito com problema, owner e processo afetado intake + risk pre-screen 2 dias
design → security review builder Segurança T2/T3; blueprint completo blueprint + threat model + lista de ferramentas 3 dias
design → data review builder Domínio de Dados fonte fora do catálogo certificado fonte, finalidade, classificação pretendida 5 dias
security → publication gate Segurança Governance/Plataforma findings críticos e altos fechados ou aceitos resultado da review + residual risk 1 dia
publicação → operação Design Authority Run Authority release approve ou condition registrado thresholds, telemetria, runbooks, owner de suporte antes da exposição
produção → quarentena SOC/policy Plataforma/IAM sinal crítico de segurança ou comportamento ID do incidente + snapshot de evidência imediato
quarentena → produção Technical Owner Run + Design Authority causa identificada e corrigida evidência de regressão + aprovação após regression
dormente → retirada automação de lifecycle owner threshold atingido, sem exceção vigente last_seen + histórico de notificação 15 dias de grace
owner sai da empresa RH/IAM Governance Office evento de desligamento lista de agentes sob ownership antes do desligamento

O que a matriz revela

O handoff mais frágil é o último. O evento de desligamento costuma chegar ao IAM e nunca ao registry de agentes. Sem essa linha, agentes ficam com owner formal que não existe mais — e o problema só aparece na próxima attestation, meses depois.

Quarentena é o único handoff sem SLA em dias. Contenção com prazo em dias não é contenção.

Reativar não tem SLA de tempo, tem SLA de evidência. É deliberado: pressa para reativar é exatamente o que reintroduz o incidente.

O que este exemplo não demonstra

  • não define severidade de incidente nem critério de sinal crítico;
  • SLAs precisam sair da capacidade real medida, não da aspiração;
  • a matriz não substitui runbook: ela diz o que atravessa a fronteira, não como executar;
  • handoffs entre domínios de negócio distintos podem exigir linhas adicionais.