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Checklist de autossuficiência

Objetivo

Instrumento de autoteste, aplicado antes de considerar um programa implantado ou antes de usar este material como entrega.

A pergunta não é "o documento existe?". É "uma equipe diferente consegue executar e provar a capacidade sem depender de quem escreveu?". Um corpus pode estar completo e ainda assim não passar nesse teste, porque completude é sobre cobertura e autossuficiência é sobre transferência.

Critérios

# Critério Como verificar
1 cada domínio tem objetivo, dependências, procedimento, artefatos, evidências e decision gate abra um domínio ao acaso e tente executá-lo sem consultar outro
2 cada decisão crítica tem critério explícito e não depende de julgamento informal de uma pessoa procure a decisão e pergunte quem decide na ausência do autor
3 entregáveis têm owner, conteúdo mínimo, exemplo e critério de aceitação confira contra o catálogo de artefatos
4 exemplos necessários estão junto do método; o toolkit é reutilização, não pré-requisito de compreensão leia um capítulo sem abrir os templates e veja se ele se sustenta
5 controles críticos têm evidência, source of truth e mecanismo de revisão tome três controls bloqueantes e siga a cadeia até a evidência
6 casos de referência percorrem risco, identidade, tools, lifecycle, observabilidade e assurance de forma coerente siga um mesmo caso do intake à retirada
7 roadmap, planos curtos, piloto e backlog são visões do mesmo programa procure dois cronogramas que se contradigam
8 a arquitetura é agnóstica de produto e o mapeamento para tecnologia está separado veja se trocar de produto exigiria reescrever a arquitetura
9 o operating model funciona em todos os tiers e não cria fila central para baixo risco conte quantas aprovações humanas um caso T1 exige
10 a organização consegue detectar, conter, investigar e retirar um agente em produção exercite, não leia
11 valor e custo são medidos por outcome, não por uso ou número de agentes procure adoção sendo apresentada como resultado

O critério 10 é o único que não pode ser verificado por leitura. Se ele nunca foi exercitado, o programa não passou — independentemente da qualidade da documentação.

Como este repositório se avalia

Aplicar o checklist a si mesmo é parte de usá-lo honestamente. O resultado abaixo é de 2026-08-10 e reflete o corpus, não uma implantação.

# Situação Observação
1 atende os domínios canônicos declaram objetivo, artefatos, evidências, métricas, failure modes e decision gate
2 atende para quem adota, não atende para si os critérios estão escritos, mas o corpus tem um único owner e aprovador; nenhuma decisão passou por challenge independente
3 atende o catálogo de artefatos fecha a lacuna de owner e fase que existia até a auditoria de agosto
4 atende exemplos preenchidos em examples/, templates limpos em templates/
5 atende control catalog com verification, blocking e scope; verificação mecânica no CI
6 atende três casos de referência — T1, T2 e T3 — percorrem G0–G7 com registry, blueprint e manifesto validados pelo CI. A construção deles encontrou quatro defeitos que a leitura por domínio não encontrava
7 atende, com divergência declarada o repositório trata roadmaps como patterns adaptáveis e mantém G0–G7 como únicos gates canônicos, em vez de um cronograma oficial único
8 atende arquitetura agnóstica por ADR-0002; mapeamento para tecnologia em documento separado
9 atende o fast path de T1 existe exatamente para não criar fila central em baixo risco
10 não verificado o mecanismo está desenhado e documentado; nenhum control foi exercitado contra um estate real
11 atende unit economics e value review; o corpus afirma explicitamente que adoção não é proxy de resultado

Um critério aberto e um parcial. O 10 pede execução contra um estate real e o 2 pede um segundo par de olhos com autoridade — nenhum dos dois se resolve escrevendo documentação.

O critério 6 fechou construindo os casos, não descrevendo-os. Foi a construção que expôs os defeitos: um release registrado como condition em prosa e approved em JSON, um contrato que confundia condição com exceção, e um control inexistente atravessando o gate como se fosse cobertura.

Declarar isso é mais útil do que um checklist todo verde. Um asset que se autoavalia sem falhar em nada não foi aplicado com seriedade.