Casos de referência¶
Objetivo¶
Cada domínio canônico explica uma capacidade. Nenhum domínio, sozinho, mostra as capacidades encaixando. Os casos de referência atravessam o framework de ponta a ponta, de G0 a G7, num agente só.
Servem a três leituras diferentes:
- para aprender — ver a sequência real de decisões em vez de doze domínios isolados;
- para implantar — ter um preenchimento concreto de cada artefato antes de produzir o próprio;
- para desafiar o framework — a travessia expõe contradição que leitura por domínio não expõe.
A terceira já se pagou. Escrever o percurso do primeiro caso revelou que o registro de decisão de release dizia condition, com quatro condições, enquanto o manifesto legível por máquina dizia approved e não carregava condição nenhuma. Nenhum dos dois documentos estava errado isoladamente; a contradição só existia entre eles.
Casos¶
| Caso | Tier | Admissibilidade | O que demonstra |
|---|---|---|---|
| Meeting Notes Summarizer | T1 | permitted |
a rota automatizada gerando o evidence pack em vez de dispensá-lo |
| Service Desk Knowledge Agent | T2 | permitted |
o percurso completo de um agente transacional interno, com release condicional e condições verificáveis |
| Benefits Eligibility Triage | T3 | conditional |
criticidade e admissibilidade divergindo, veto de Responsible AI e suspensão automática por condição violada |
Os casos usam a mesma organização fictícia, para que se leia um portfólio e não três exemplos desconexos. Uma implantação real convive com tiers diferentes sob o mesmo operating model, e é isso que precisa aparecer.
Como ler¶
Cada caso segue os oito decision gates na ordem. Em cada gate: o que existia antes, o que a decisão exigiu, quem decidiu e qual artefato ficou como evidência.
Os artefatos referenciados são reais no repositório e validados pelo CI — schema, invariantes cross-record e hash de artefato. Um caso cujo JSON não valida deixa de ser caso e vira ilustração.
Limites¶
Os casos são fictícios e sanitizados. Demonstram que o método é coerente e executável; não demonstram eficácia. Nenhum control deste repositório foi exercitado contra um estate real — é o critério 10 do checklist de autossuficiência, e permanece aberto por isso.
Thresholds, tiers e decisões dos casos são ilustrativos. Copiá-los sem recalibrar para o próprio contexto é o antipattern que o domínio de risco chama de "copiar thresholds de outro contexto".