ADR-0004 — Taxonomia de tiers T1–T4 e fast path de baixo risco¶
Superseded: a ADR-0009 preserva T1–T4 e o fast path, mas separa risk tier de admissibilidade e corrige o mapeamento de
Restricted.
Contexto¶
A absorção do guia externo (ADR-0003) trouxe um conflito direto de taxonomia.
O repositório usa T1–T4, com T1 como menor tier. A taxonomia está travada em três enums de schema — control-catalog, agent-blueprint e agent-registry — e declarada em appliesToTiers nos 38 controls do catálogo. Dezessete arquivos citam tiers.
O guia usa T0–T4, onde T0 é "self-service governado" com quatro controles sempre presentes: descoberta e registro, logging básico, fontes aprovadas e termos de uso. O guia também exige evidence pack para T0.
Ou seja: o T0 do guia não é ausência de governança. Ele corresponde aproximadamente ao T1 do repositório, subtraindo testes básicos e somando termos de uso. O guia divide em duas faixas aquilo que o repositório trata como uma.
O problema real que o T0 endereça é legítimo: em um estate com milhares de agentes de baixo risco, exigir a mesma rota de todos torna a governança o gargalo — e a organização passa a contorná-la.
Forças e constraints¶
- adicionar um tier é breaking change em três schemas, nos 38 controls e nas tabelas de segregation, assurance tiering e maturity;
- a proporcionalidade precisa ser real: alto volume e baixo risco não podem seguir a mesma rota de um agente transacional;
- "T0" lido isoladamente sugere ausência de governança, contradizendo o princípio de que todo agente tem owner, registro e logging;
- o guia é explícito em que todos os tiers possuem controles — a intenção nunca foi criar uma classe isenta;
- estabilidade de taxonomia tem valor próprio: mudanças frequentes de tier comprometem métricas históricas e evidências.
Opções consideradas¶
Opção A — Adotar T0–T4 do guia¶
Vantagens: alinhamento literal com o guia e com o workbook de classificação derivado dele.
Desvantagens: breaking change em três schemas e no catálogo inteiro; risco de o rótulo ser lido como isenção; ganho conceitual pequeno frente ao custo de migração.
Opção B — Manter T1–T4 sem rota diferenciada¶
Vantagens: custo zero e máxima estabilidade.
Desvantagens: não resolve o problema de volume. Mantém o incentivo a contornar a governança nos casos de baixo risco.
Opção C — Manter T1–T4 e definir um fast path dentro de T1¶
Vantagens: preserva schemas, controls e histórico; entrega a proporcionalidade pretendida pelo guia; deixa explícito que a rota rápida é uma rota, não uma isenção.
Desvantagens: divergência nominal com o guia e com materiais derivados dele, que precisam ser mapeados.
Decisão¶
Adotar a opção C.
- T1–T4 é a taxonomia canônica de risco. T0 não é adotado como tier.
- Define-se o fast path de T1: rota automatizada para agentes de baixo risco e alto volume, na qual os gates são policy-driven em vez de manuais.
- O fast path não dispensa os controles mínimos. Permanecem obrigatórios: descoberta e registro com
agent_ide owner, logging básico, uso restrito a fontes aprovadas, termos de uso aceitos e evidência recuperável proporcional. - O que o fast path elimina é revisão humana caso a caso, não registro, controle ou evidência.
- Um agente sai do fast path automaticamente quando qualquer escalador, red flag ou impact trigger se aplica — a saída é automática, a entrada é que precisa ser conquistada.
- Materiais externos que usem T0–T4 são mapeados na importação: T0 e T1 do guia convergem para T1; T2, T3 e T4 permanecem equivalentes.
Consequências positivas¶
- schemas, control catalog e evidências históricas permanecem válidos;
- a proporcionalidade pretendida pelo guia é entregue sem inventar tier;
- fica explícito, no vocabulário, que nenhum agente opera sem governança;
- o mapeamento de materiais externos é determinístico e documentável.
Consequências negativas¶
- divergência nominal com o guia e com qualquer ferramenta de classificação derivada dele;
- exige nota de mapeamento em todo material importado;
- organizações que já usam T0 internamente precisam de uma tabela de conversão.
Riscos e mitigação¶
| Risco | Mitigação |
|---|---|
| fast path ser interpretado como isenção | controles mínimos declarados no próprio nome da rota e no decision gate de T1 |
| agentes permanecerem no fast path após mudança material | saída automática por escalador, red flag ou impact trigger |
| divergência com materiais externos gerar classificação incorreta | tabela de conversão obrigatória em qualquer importação |
| pressão para reintroduzir T0 por conveniência de ferramenta | ferramenta se adapta à taxonomia canônica, não o contrário |
Critérios de validação¶
- os enums
T1|T2|T3|T4permanecem íntegros nos três schemas; - nenhum documento canônico usa
T0como tier de risco; - o fast path de T1 tem controles mínimos declarados e testáveis;
- existe tabela de conversão para materiais que usem T0–T4;
validate-repository.pyverifica a integridade da taxonomia.
Evidência da decisão¶
Decisão tomada por Rodrigo Garcia Guimarães em 2026-08-10, com base no custo de migração medido (três enums de schema, 38 controls e dezessete arquivos afetados) e na constatação de que o T0 do guia corresponde funcionalmente ao T1 canônico com rota automatizada.