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Tailoring Guide

Este artefato consolida fontes validadas segundo a estratégia registrada no plano de migração. A união preserva conteúdo único e registra a origem de cada bloco.

Fonte: docs/guides/capability-map.md

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Capability map — atual versus alvo

Objetivo

Separar o que a organização precisa saber fazer de qual ferramenta vai implementar. O capability map existe para evitar o erro mais caro de um programa de governança: comprar tecnologia para um problema que é, na verdade, ausência de processo, ownership, dados ou decision rights.

O que é uma capability

Uma capacidade organizacional de produzir um resultado de forma repetível. Não é uma ferramenta, um time nem um projeto.

"Agent registry" é uma capability quando a empresa consegue descobrir, registrar, manter e consultar agentes com qualidade conhecida. Uma plataforma pode implementar parte dela — não é ela.

O teste: se você trocar o produto e a capacidade desaparecer, você comprou uma ferramenta e chamou de capability.

As capacidades do framework

Ponto de partida: os domínios canônicos. Quebre uma capability em duas apenas quando a filha tiver owner, processo ou evidência diferentes.

Capacidade Pergunta de diagnóstico Sinal típico de estado inicial Alvo comum
estratégia e governança existe mandato, portfólio, funding e decisão clara? política genérica de IA, sem charter ou priorização de agentes charter aprovado, fóruns, decision rights, risk appetite e portfolio review
estate inventory e registry sabemos quais agentes existem, onde operam e quem responde? planilhas por plataforma e baixa cobertura de shadow agents discovery contínuo + registry corporativo reconciliável
risco e Responsible AI risco, admissibilidade e impacto roteiam controles? mesma review para todos os casos tiers, admissibilidade, escaladores e impact assessment por gatilho
lifecycle e Agent SDLC versões, estados e mudanças estão governados? publicação ad hoc e approvals permanentes stage/state, gates, transition history, attestation e retirada
identidade e acesso cada ação é atribuível e autorizada? chaves e contas de serviço compartilhadas identidade própria por agente, least privilege, JML e delegação quando aplicável
dados e conhecimento as fontes são classificadas, permitidas e AI-ready? recuperação sobre qualquer pasta autorizada catálogo de fontes certificadas com lineage, restrictions e recertification
tools, APIs e MCP as ações são catalogadas, limitadas e mediadas? ferramentas embutidas por time enterprise tool registry, gateway e autorização por ação/parâmetro
modelos e provedores combinações e versões possuem critérios de admissão e saída? escolha por preferência do time catálogo provider/model/version, evaluation binding, fallback e exit strategy
runtime e plataforma existem enforcement, isolamento, resiliência e rollback? acesso direto a endpoints e configuração por agente control plane, policy enforcement, budgets, containment e recovery patterns
segurança e AgentSecOps ameaças agentic entram em prevention, detection e response? SOC vê apenas logs tradicionais threat model agentic, red teaming, supply-chain controls e incident integration
observabilidade e behavioral analytics é possível reconstruir, detectar desvio e agir? logs de aplicação sem correlation ou owner action event envelope, traces, baselines, thresholds, runbooks e feedback loop
FinOps custo é atribuível a agente, tarefa e outcome? custo por chave ou centro de custo agregado budgets, unit economics, anomaly response e arquitetura guiada por custo/qualidade
value realization outcomes influenciam funding, expansão e sunset? contagem de agentes e relatos de benefício baseline, KPI, attribution caveats e portfolio decisions por evidência
assurance e auditabilidade controls e decisões podem ser testados por challenge apropriado? evidence preparada manualmente para auditoria continuous evidence, segregation, sampling, findings e assurance proporcional
adoção, suporte e competências cada papel consegue usar a rota governada corretamente? treinamento pontual e suporte informal currículo por papel, champions, support model e feedback incorporado aos standards

Crosswalk para maturity e controls

O framework mantém 15 capabilities para planejamento porque elas podem ter owners, processos e evidências diferentes. O maturity model agrega essas capacidades em dez dimensões para scoring; agregação de score não funde accountability.

Capability Dimensão(ões) do maturity model Domínios de controls principais
estratégia e governança 1. Estratégia, portfólio e valor; 2. Policy, operating model e decision rights organization, value
estate inventory e registry 3. Registry, blueprint e lifecycle registry
risco e Responsible AI 7. Risco, Responsible AI e human oversight risk, responsible-ai
lifecycle e Agent SDLC 3. Registry, blueprint e lifecycle; 8. Evaluations e release lifecycle, registry, evaluation
identidade e acesso 4. Identidade e acesso identity
dados e conhecimento 5. Dados e connectors data
tools, APIs e MCP 6. Tools, APIs e MCP tools
modelos e provedores 8. Evaluations e release model, evaluation
runtime e plataforma 9. Auditabilidade e operações operations, security
segurança e AgentSecOps 6. Tools, APIs e MCP; 9. Auditabilidade e operações security, tools, audit
observabilidade e behavioral analytics 9. Auditabilidade e operações audit, operations
FinOps 1. Estratégia, portfólio e valor; 9. Auditabilidade e operações value, operations
value realization 1. Estratégia, portfólio e valor value
assurance e auditabilidade 2, 7, 8 e 9 organization, audit, evaluation, risk
adoção, suporte e competências 10. Adoção, suporte e competência adoption

Use o crosswalk para navegar, não para declarar equivalência um-para-um. Uma capability pode depender de vários domínios, e um control pode contribuir para mais de uma capability.

Procedimento

  1. Listar as capacidades necessárias ao operating model.
  2. Escrever uma frase de outcome para cada uma. Exemplo: "toda ação material de agente é atribuível a uma identidade conhecida e autorizada".
  3. Definir evidências observáveis do estado atual. Evite "o controle de acesso é forte". Prefira: "74% dos T2/T3 usam identidade dedicada; 26% usam chave compartilhada".
  4. Atribuir maturidade com base em evidência e registrar confidence. Evidência fraca produz nota provisória, não nota otimista.
  5. Definir o alvo por horizonte e necessidade de negócio. Nem toda capacidade precisa do nível máximo; nível 3 costuma bastar no primeiro ano.
  6. Identificar dependências. Behavioral analytics confiável depende de identidade própria e telemetria consistente — priorizá-la antes disso desperdiça o investimento.
  7. Converter gaps materiais em iniciativas do roadmap de maturidade.

Exemplo

Capability Estado atual observado Alvo 12m Gap concreto Iniciativa
identidade chaves compartilhadas; owner não rastreável em 30% dos agentes transacionais 100% de T2/T3 com identidade própria, JML e rotação atribuição, lifecycle e least privilege insuficientes padrão de identidade + onboarding + automação de JML
tools e MCP ferramentas embutidas por time, sem catálogo nem classificação de ação ferramentas críticas registradas, classificadas e mediadas sem visão da capacidade executável nem do risco por ação tool registry + broker + autorização por parâmetro
observabilidade logs de aplicação; custo por chave; sem correlação agente-tarefa-ferramenta schema de telemetria e dashboards por decisão impossível investigar um agente ou medir custo por resultado schema + correlation IDs + pipeline

Repare no primeiro: o gap não é "comprar IAM". É identidade não humana por agente, least privilege, lifecycle de owner, gestão de secrets e auditabilidade. Nenhum produto entrega isso sozinho.

Perguntas de challenge

Aplique antes de aprovar o alvo:

  • o alvo é necessário para o risco e o volume previstos, ou está sendo escolhido por ambição tecnológica?
  • existe dependência invisível em outra capacidade que pode bloquear a iniciativa?
  • o alvo pode ser demonstrado por evidência objetiva?
  • existe owner capaz de sustentar a capacidade depois que o programa terminar?

A última derruba mais iniciativas que as outras três somadas.

Relação com o maturity model

O capability map responde "o que precisamos saber fazer e onde estamos". O maturity model fornece a escala, as âncoras de confidence e o método de avaliação por evidência. O roadmap de maturidade converte os gaps em sequência.

Usar o capability map sem o método de assessment produz nota por percepção — que é o antipattern que o maturity model existe para evitar.

Failure modes

  • mapear produtos e chamar de capacidades;
  • quebrar capacidades até virarem tarefas, perdendo o nível de decisão;
  • alvo máximo em tudo, ignorando dependência e capacidade operacional;
  • estado atual descrito por adjetivo em vez de medida;
  • ignorar que uma capacidade em nível baixo pode inutilizar outra em nível alto;
  • aprovar alvo sem owner que o sustente depois do programa.

Fonte: docs/guides/implementation-plan-90-days.md

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Roadmap de implantação — 90 dias

Referência acelerada, não SLA. Os 90 dias ajudam equipes que precisam de uma sequência inicial. Adapte duração e sobreposição às dependências, ao estate e à capacidade da organização. O calendário nunca substitui G0–G7 nem cria obrigação de piloto.

Objetivo

Estabelecer, em 90 dias, as fundações e os fluxos mínimos de um sistema de governança operável: mandato, baseline, registry, blueprint, tiers, decision rights, controls, release evidence, runtime response e roadmap priorizado.

O resultado não é “governança concluída”. É uma capacidade inicial verificável que pode ser ampliada sem perder accountability ou rastreabilidade.

Constraints

  • A policy modular é a fonte canônica; adoção organizacional requer release e authority explícitas.
  • Core e controls são multiplataforma.
  • Thresholds são aprovados no contexto da organização.
  • Dados, identidade, segurança, privacy, legal e RAI mantêm suas authorities.
  • Automação é aplicada somente a regras estáveis e testadas.
  • Lacuna de evidência permanece visível; não é preenchida por suposição.
  • Este roadmap não exige piloto: uma coorte de onboarding ou rollout controlado delimita o primeiro escopo operacional e usa os mesmos gates, controls e critérios de produção.

Mapeamento entre calendário e gates

Os períodos abaixo organizam trabalho; os gates continuam sendo decisões independentes. Chegar ao último dia de uma fase não autoriza avanço automático.

Período Gates preparados ou decididos Decisão esperada
dias 0–10 G0 aprovar, condicionar, suspender ou rejeitar mandato e scope
dias 11–25 G1 aceitar baseline e limitações ou exigir evidência/remediação
dias 26–40 G2 aceitar fundações mínimas ou bloquear onboarding
dias 41–55 G3 e preparação de G4 aprovar decision rights e autorizar desenho da baseline de controls
dias 56–70 G4 e preparação de G5 aceitar baseline/assurance e decidir readiness para release
dias 71–85 G5 e G6 decidir release condicionado ao tier e aceitar operação/containment
dias 86–90 G7 decidir continuidade, restrição, expansão, remediação ou sunset

O contrato comum dos gates define evidence mínima, authority, estados e caminho de falha. Uma decisão hold ou reject altera o plano; o calendário deve ser replanejado, não usado para contornar o gate.

Dias 0–10 — Mandato e escopo

Atividades
  • nomear sponsor, governance owner e authorities iniciais;
  • aprovar escopo organizacional e ambientes;
  • definir risk appetite, red flags e autoridade de containment;
  • mapear policies, processos, inventários e ferramentas existentes;
  • selecionar um portfólio inicial representativo para onboarding controlado;
  • registrar decisões e dependências.
Entregáveis
  • governance charter;
  • scope e stakeholder map;
  • authority matrix inicial;
  • risk appetite v0.1;
  • decision/risk log.
Exit criteria
  • sponsor e owners nominativos;
  • scope explícito;
  • containment authority definida;
  • nenhuma lacuna crítica sem owner.

Dias 11–25 — Diagnóstico e baseline

Atividades
  • aplicar maturity assessment;
  • reconciliar inventários de plataformas;
  • mapear lifecycle e handoffs reais;
  • identificar ownerless, duplicados, inativos e high-risk unknowns;
  • avaliar qualidade da evidência;
  • priorizar gaps por impacto, dependência e reversibilidade.
Entregáveis
  • maturity baseline;
  • current-state map;
  • preliminary registry;
  • gap/risk register;
  • prioritized backlog.
Exit criteria
  • situação atual separa observado de hipótese;
  • inventário possui coverage declarado;
  • gaps críticos e altos têm owner e prazo;

Dias 26–40 — Registry, blueprint, dados e identidade

Atividades
  • aprovar schemas mínimos;
  • definir source of truth e reconciliation;
  • registrar business/technical owners e lifecycle;
  • preencher blueprints do portfólio inicial;
  • mapear workload identities e permissions;
  • criar data contracts e connector gates;
  • inventariar tools, APIs e MCP servers.
Entregáveis
  • registry e blueprints versionados;
  • identity/permission matrix;
  • data contracts;
  • tool/MCP registry;
  • material-change triggers.
Exit criteria
  • todos os itens do escopo inicial têm owner e status;
  • identities, data e tools são rastreáveis;
  • gaps aparecem como missing evidence.

Dias 41–55 — Operating model e controls

Atividades
  • formalizar Council, Design Authority e Run Authority;
  • definir RACI e decision rights por tier;
  • aprovar risk tiers e red flags;
  • mapear control catalog e evidence;
  • definir exception/waiver e expiry;
  • estabelecer forums, handoffs e SLAs.
Entregáveis
  • target operating model;
  • RACI e decision matrix;
  • risk/control baseline;
  • exception process;
  • forum charter.
Exit criteria
  • cada decisão material possui accountable;
  • segregation of duties é proporcional;
  • exceções não podem ser permanentes por padrão.

Dias 56–70 — Assurance, evaluations e release

Atividades
  • definir triggers de assessments;
  • criar evaluation strategy e thresholds;
  • documentar human oversight e transparency;
  • montar release evidence package;
  • testar negative paths, rollback, quarantine e kill switch;
  • registrar residual risk e conditions.
Entregáveis
  • assessment suite;
  • evaluation/release criteria;
  • evidence package;
  • run readiness checklist;
  • drill records.
Exit criteria
  • controls aplicáveis possuem evidence;
  • release authority consegue aprovar, condicionar ou negar;
  • containment e rollback foram exercitados.

Dias 71–85 — Onboarding, operação e suporte

Atividades
  • colocar o workflow de onboarding em uso no escopo inicial;
  • configurar telemetry, dashboards e alerts;
  • publicar catalog entries, guidance e support paths;
  • ligar incident, support e domain escalation;
  • medir fricção, gaps e bypass attempts;
  • corrigir controls e templates pelo processo versionado da policy modular.
Entregáveis
  • onboarding workflow operacional;
  • observability e runbooks;
  • catalog/discovery;
  • support model;
  • remediation backlog.
Exit criteria
  • cada signal possui owner e action;
  • ações state-changing têm correlation;
  • support e escalation funcionam ponta a ponta.

Dias 86–90 — Attestation e roadmap

Atividades
  • executar primeira owner attestation do escopo;
  • revisar criação, discovery, uso, qualidade e value hypothesis separadamente;
  • registrar decisões de manter, corrigir, restringir ou aposentar;
  • atualizar maturity baseline com evidência;
  • aprovar roadmap de expansão e automation backlog.
Entregáveis
  • attestation records;
  • portfolio/value review;
  • maturity delta com limitações;
  • roadmap 6–12 meses;
  • executive decision memo.
Exit criteria
  • decisões ligadas a evidência;
  • próximos increments possuem owner, dependency e acceptance criteria;
  • nenhuma mudança normativa é autoaprovada.

Métricas dos 90 dias

Cobertura e controle
  • coverage do registry;
  • owners e attestations válidos;
  • identities/connectors/tools classificados;
  • evidence packages completos por tier;
  • exceptions e findings vencidos;
  • containment e rollback drill pass rate.
Fluxo
  • cycle time por gate e tier;
  • devoluções por evidência incompleta;
  • time to decide/contain/remediate;
  • bypass attempts e causes;
  • suporte e escalation resolution time.
Uso, qualidade e valor
  • discovery, adoption e use separados;
  • task success e erro por scenario;
  • safety/security signals;
  • support burden;
  • baseline e outcome evidence disponível;
  • custo de operação e assurance.

Riscos de execução

Risco Mitigação
burocracia uniforme tiering, paved road e forms proporcionais
catálogo decorativo reconciliation, owners, lifecycle e actions
falso senso de coverage declarar sources, missing evidence e confidence
centralização em silo authorities distribuídas e handoffs
automação prematura manual first para regras instáveis; automate after evidence
métricas de vaidade separar criação, uso, qualidade e outcome
vendor lock-in capabilities e schemas neutros; adapters separados
rollout sem containment quarantine/rollback como exit criteria

Próximo passo após 90 dias

Expandir coverage, automatizar controles estáveis, aprofundar domains com maior residual risk e revisar o roadmap. Uma futura Policy v2, se necessária, deve seguir processo formal de mudança e não é consequência automática deste roadmap.