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Exemplo — Target maturity roadmap

Fictício e sanitizado. Níveis, alvos e dependências são ilustrativos.

Demonstra a seção de target state do maturity model. A regra que este exemplo materializa: não é necessário atingir nível 4 em tudo, e a sequência importa mais que a média.

Níveis: 0 inexistente · 1 ad hoc · 2 definido · 3 gerenciado · 4 adaptativo

Capability Atual Confiança Alvo 12m Outcome observável Iniciativa Depende de
registry, blueprint e lifecycle 1 média 3 reconciliação e attestation operacionais registry MVP + automação de discovery
identidade e acesso 1 alta 3 100% de T2/T3 com identidade própria padrão de identidade + JML registry
tools, APIs e MCP 0 média 3 100% das ferramentas de alto impacto registradas e mediadas registro de tools + mediação taxonomia de risco
dados e connectors 1 baixa 2 contratos de dados e gates de connector definidos catálogo de fontes certificadas ownership de dados
auditabilidade e operações 1 média 3 95% dos agentes com telemetria unificada schema de telemetria + pipeline identidade + registry
risco, RAI e oversight 2 média 3 residual risk, slices e contestabilidade medidos calibração de tiers + triggers registry
policy e decision rights 2 alta 3 SLAs, handoffs e segregação medidos operating model + fóruns
evaluations e release 1 baixa 2 estratégia, datasets e gates definidos evaluation baseline por caso model governance
estratégia e valor 1 baixa 2 criação, uso, qualidade e outcome medidos separadamente business case e baseline
adoção e competência 1 média 2 personas, paved road e suporte definidos enablement por papel operating model

Por que os alvos não são uniformes

Quatro capabilities miram nível 3 e cinco miram nível 2. Isso é decisão, não falta de ambição.

Identidade, tools, registry e telemetria vão a 3 porque são pré-condição de tudo que vem depois: sem identidade própria não há atribuição, sem registro de ferramentas não há controle de blast radius, e sem telemetria não há como demonstrar qualquer outra coisa. São o caminho crítico.

Dados, evaluations, valor e adoção ficam em 2 no primeiro ciclo porque dependem de ownership organizacional que ainda não existe — elevá-los antes produziria documento, não capacidade.

Repare que dados e evaluations têm confiança baixa. Um alvo definido sobre baseline de baixa confiança é uma hipótese: o primeiro trabalho dessas duas linhas é melhorar a evidência, não a nota.

O que a média esconderia

A média destas dez linhas é 1,1 — um número que não orienta nada. O que orienta é: três capabilities estão em 0 ou 1 com dependência de outras, e tools em nível 0 é o maior risco isolado do conjunto, porque agentes com capacidade de ação já existem no estate enquanto o controle não.

O que este exemplo não demonstra

  • não declara população, amostragem nem cobertura, que são obrigatórios no assessment real;
  • confiança aqui é resumo; cada linha precisa de evidenceRefs no registro estruturado;
  • alvos de 12 meses sem revisão trimestral viram ficção;
  • nível alto de maturidade não reduz o tier de risco de nenhum agente específico.