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Template — Intake de caso de uso

Aplicado antes de o agente existir. Captura problema, processo atual, baseline e hipótese de valor.

Se o formulário começar perguntando "qual modelo?" ou "qual builder?", ele já induziu a solução antes de entender a necessidade. Por isso a tecnologia aparece no fim, e só depois que a alternativa determinística foi considerada.

Complementa o risk pre-screen, que cobre risco. Este cobre problema e valor.

1. Identificação

  • ID do caso de uso:
  • Nome proposto:
  • Solicitante e área:
  • Business owner candidato:
  • Data:

2. Problema

Campo Pergunta Exemplo
problema qual problema mensurável existe hoje? tempo médio de resolução de incidentes P3 é de 18 horas
usuários e processo quem usa e em qual etapa? analistas de service desk L1 e L2, durante triagem e atualização
baseline como funciona hoje? busca manual em 5 fontes, 4 handoffs, 12% de retrabalho
volume qual a frequência e o volume? 1.200 incidentes P3 por mês

Problema sem número não é problema: é incômodo. Se não houver medida, o primeiro entregável é obter a baseline, não construir o agente.

3. Por que um agente

  • Qual alternativa determinística foi considerada (workflow, busca, regra, integração)?
  • Por que ela não resolve?
  • O que exige interpretação, contexto variável, planejamento ou seleção dinâmica de ferramentas?

Percorra a árvore de decisão arquitetural e registre o resultado aqui. Se a resposta for "não precisamos de agente", registre isso e encerre o intake — é uma conclusão válida e barata.

4. Resultado esperado

  • KPI de outcome que deve melhorar:
  • Baseline atual desse KPI:
  • Meta e horizonte:
  • Como será medido e por quem:
  • Critérios de parada: adoção baixa, outcome estagnado, custo acima do limite ou duplicidade

Adoção não é resultado. Uso alto pode significar que o agente virou etapa obrigatória de um fluxo pior.

5. Sinais de risco

Preenchimento rápido, para roteamento. O detalhamento é do risk pre-screen.

  • Haverá escrita ou ação com efeito externo?
  • Quais classes de dados são necessárias?
  • Há impacto sobre pessoas, direitos, oportunidades ou processo regulado?
  • Alcance previsto: usuário, time, unidade, corporativo ou externo?

6. Duplicidade

  • Existe capacidade semelhante já registrada?
  • Existe iniciativa paralela em outra área?
  • Este caso poderia consumir um componente compartilhado em vez de uma stack própria?

Dois times propondo agentes para resumir contratos não precisam de duas stacks: precisam de um componente comum de sumarização e de dois contextos de processo. O ganho de governança vem de reduzir duplicidade técnica e de controle — não de proibir autonomia local.

7. Custo esperado

Estimativa grosseira, para dimensionar — não para aprovar orçamento.

  • Inferência e plataforma:
  • Engenharia de construção:
  • Suporte e operação:
  • Revisão e supervisão humana:
  • Assurance proporcional ao tier previsto:

O custo de supervisão humana é o mais esquecido e frequentemente o maior em casos de alto tier.

8. Decisão de intake

  • Encaminhamento: seguir para classificação / alternativa determinística / consolidar com caso existente / recusar
  • Rationale:
  • Business owner confirmado:
  • Data e responsável pela decisão:

Como medir valor sem inflar

  1. Observe a baseline por 4 a 8 semanas quando for possível.
  2. Separe volume de uso de resultado.
  3. Use outcomes que já importam ao processo: cycle time, taxa de erro, receita, custo evitado, nível de serviço, qualidade ou redução de risco.
  4. Inclua o custo total, incluindo revisão humana.
  5. Meça por coorte e período; não extrapole um piloto de dez usuários para a empresa.
  6. Declare os critérios de parada no intake, não depois que o investimento já foi feito.