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Exemplo — Registro de gargalos manuais

Fictício e sanitizado. Volumes e lead times são ilustrativos.

Demonstra o registro descrito em descoberta contínua e forecast. Ele é o insumo direto da decisão sobre o que virar policy-as-code — e sobre o que deve permanecer humano.

Atividade manual Volume/mês Lead time Risco de automatizar Decisão inicial
aprovar agente T1 somente leitura 400 2 dias baixo automatizar com policy gate após piloto
criar identidade de agente T2 40 4 dias médio workflow + API de IAM, mantendo caminho de exceção
aprovar fonte de dados já certificada 60 3 dias baixo automatizar consulta ao catálogo
aprovar fonte fora do catálogo 8 12 dias alto manter humano; automatizar o preparo da evidência
revisar ferramenta privilegiada T3 5 5 dias alto manter decisão humana; automatizar o preparo da evidência
montar evidence pack para gate 45 2 dias baixo gerar automaticamente a partir do pipeline
reatribuir owner após desligamento 6 9 dias médio automatizar a detecção; manter a reatribuição humana

Como ler a tabela

A leitura útil não é "automatizar o que tem mais volume". É esta:

Automatizar a preparação da evidência é quase sempre seguro. Automatizar a decisão só quando a policy está estável.

Repare em aprovar fonte fora do catálogo e revisar ferramenta privilegiada: volume baixo, lead time alto, risco alto. Automatizar a decisão nesses dois casos economizaria treze aprovações por mês e criaria exposição desproporcional. Mas montar a evidência que o revisor precisa — hoje manual — é puro desperdício e sai da conta sem custo de risco.

O oposto está em aprovar agente T1 somente leitura: 400 casos por mês a dois dias cada. Esse é o item que, se continuar manual, faz a organização contornar a governança — e o fast path de T1 existe exatamente para ele.

Montar evidence pack merece atenção separada: 45 ocorrências por mês de trabalho que não deveria existir. Evidence pack montado à mão é sintoma de processo não instrumentado, não de equipe indisciplinada.

O que este exemplo não demonstra

  • não mede o custo humano por atividade, que costuma mudar a priorização;
  • lead time aqui é tempo de calendário, não esforço;
  • a coluna de risco é julgamento e precisa de rationale registrado;
  • automatizar reduz lead time mas cria dependência de plataforma — o caminho de exceção manual precisa continuar existindo e sendo testado.